Mais uma no metropolitano

5 / 1 / 2011

Mais uma comutação, de metropolitano, claro, e eis que entra uma senhora gótica mais seu acompanhante de óculos Rayban-JFK-like-mas-em-branco-e-com-lentes-transparentes, e bonita pulseira de metal trabalhado, tal qual tia da linha. Se só o aspecto já evidenciava no mínimo um gosto duvidoso, e até aqui tudo ok, pois há que aceitar a diferença, o ponto alto da viagem começou quando o rapazola abriu a boca. Pois diz ele para a sua companheira de viagem – «temos de comprar a “Happy” deste mês!». E segue a resposta, «mas já a folheámos e não tem nada de especial; quer dizer, já a folheaste»… Foi aqui que se começou a notar o esforço que os restantes passageiros próximos da cena começaram a fazer para conter a… vamos chamar-lhe “admiração”. E segue o moço, com um «mas eu compro a “Happy” todos os meses, e fala dos horóscopos e blablabla blablabla”. Saíram ambos na estação seguinte, e duas senhoras não contiveram o riso, comentando inocentemente que não sabiam de nenhum homem que comprasse essa revista todos os meses…

 

Posto isto, acrescento:

Christmas Shopping 101

21 / 12 / 2010

Que é como quem diz, como despachar meia dúzia de presentes (os únicos que se compram, para a famelga mais chegada, pois está bom de ver) em três horas, incluindo o tempo de estacionar o carro, jantar, e fazer compras de mercearia. Tudo isto no CCColombo.

Fazendo uma pequena nota introdutória: Acho que desde sempre que deixo as compras de natal para 2 ou 3 dias antes do “prazo”. É desleixo, mas acima de tudo, falta de ideias do que ofertar à famelga. Gosto acima de tudo de oferecer coisas interessantes, com que as pessoas se identifiquem, e o mais importante – que sejam úteis. É então sempre uma bonita aventura para encontrar “aquela coisa” que deixa os presenteados com o brilhozinho nos olhos. Assim, é invariavelmente quando começo a “panicar” por não ter ainda o presentinho para a bonita troca que se faz lá por casa que penso sériamente em fazer as comprinhas.

Este ano adoptei uma postura radical, e desafiei-me a tentar despachar os presentes todos de uma assentada – com uma única deslocação. Pois escolhi o Colombo, por ter uma grande variedade num espaço pequeno. Confesso que gostaria de ter feito isto em lojas de rua, mas com o reduzido espaço temporal de que dispunha, aliado ao relativo desconhecimento da baixa lisboeta, lá me rendi ao templo do consumo. Estava apinhado, como não seria de admirar, e havia grandes filas nas lojas do costume, mas nada que um pouco de paciência e agilidade para serpentear no meio do mar de gente não ultrapasse.

O método já começa a ser um clássico das minhas bandas – dá-se uma volta para ver as vistas, entra-se em algumas lojas, e por realmente não haver ideias fixas para ninguém, acabam sempre por surgir algumas boas ideias, que se concretizam rápidamente em compra. E assim foi, com tudo despachado de enfiada,  rápido, eficaz, e espero que recompensador para os presenteados🙂 O método está cada vez mais refinado, e para o ano o desafio vai ser conseguir fazer o mesmo em ainda menos tempo…

Até lá… Festas Felizes🙂

Surrealismo no dia a dia

17 / 11 / 2010

Junte-se isto às seis e meia da tarde:

Com duas figurinhas tipo estas (em menos jagunço, mas igualmente janadas):

Ouvindo isto em altos berros, vindo do telemóvel:

Saldo do dia

10 / 11 / 2010

(até agora):

 

Dois dedos queimados numa caneca que esteve 1:10 minutos no microondas

Uma cabeçada na esquina da porta do WC

 

Considerando que o final de dia se prevê na companhia de facas e um forno…

Machismo, ou a evidência dos factos

1 / 11 / 2010

Longe de mim ser políticamente correcto. Longe de mim ser feminista – o que não faz de mim um machista convicto, mas há certas coisas que me deixam a pensar, e hoje encontrei uma pérola que me esclareceu um pouco sobre uma daquelas dúvidas existenciais que me vinham acompanhando há bastante tempo.

Aqui há uns tempos, era grande apanágio de algumas seguradoras dizerem que as mulheres não têm tantos acidentes de automóvel, e mais não sei quê, e que são mais cuidadosas ao volante, blablabla, bablabla. Vai daí, toca de lançarem promoções especiais para as senhoras, oferecendo tarifas mais vantajosas para elas. Ora, andando eu na estrada todos os dias, há já alguns anos, consigo reconhecer que nas estradas deste Portugal existe muita nabice ao volante, independentemente do “entrepernas” do condutor. Aliás, se os homens por norma conduzem mais depressa, e se por norma as manobras perigosas que fazem são associadas a esta maior velocidade maior, no que toca às “pequenas coisas”, como não prestar atenção às prioridades, toques em estacionamento e afins, dá-me a sensação de serem as senhoras que mais se destacam. E algumas condutoras com quem falo parecem admitir isto. Mas voltando ao mundo dos seguros: Se verificarmos, a maioria dos automóveis de família deste país está segurada no nome de “homens” – nisto ainda existe um bocado o chefe de família. Ou é o marido, ou o pai que normalmente é o tomador do seguro. O que é que acontece? Quando existe um agravamento de seguro, este é associado ao “homem” que consta na apólice, fundamentando-se deste modo a tal ideia de que as senhoras tem menos sinistros (para as seguradoras, claro está).

 

Pois acontece que ao clicar numa qualquer publicidade fui convidado a fazer uma simulação na “OK Teleseguro”. Como até acho que a Marta é uma moça a puxar ao jeitoso e tudo (e porque estarei na iminência de fazer um novo seguro), fiz uma simulação. E eis que a seguradora que tinha condições especiais para as Mulheres… continua a ter condições especiais para as condutoras. Ora vede:

 

 

Há coisas fantásticas, não há?

É também por estas e por outras que não passamos da cepa torta:

16 / 10 / 2010

A construção da barragem de Foz Tua está definitivamente aprovada, com a conclusão do processo de avaliação ambiental que impõe algumas condições à EDP, mas aprova o empreendimento e a consequente submersão da linha do Tua.

Segundo soube a Lusa junto de várias partes do processo, há já quase dois meses que foi emitido o parecer favorável condicionado ao RECAPE (Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução), sem que ainda tenha sido tornado público.

“A apreciação ao RECAPE da barragem de Foz Tua ocorreu em agosto e o parecer favorável condicionado da APA, Agência Portuguesa do Ambiente, foi emitido no dia 26 (do mesmo mês)”, adiantou à Lusa fonte daquele organismo.

Diário Digital / Lusa

 

Quando temos algumas coisas únicas no mundo, que podemos potenciar para vender como turismo, instala-se o interesse do lobby e do compadrio.

Neste momento não me ocorre muito mais decente a dizer em nome da revolta interior que sinto por insistirmos em continuar a andar para trás, como o caranguejo.

 

Por favor trespassem este Estado…

 

Impressões Gerais sobre Barcelona

8 / 10 / 2010

Com 3 dias de muito calcorrear as ruas de Barcelona, apraz-me questionar o seguinte:

 

Porque é que o museu da história da Cidade só fala do desenvolvimento da cidade até ao Sec XIV?

Porque é que o museu do Picasso tem um “salto” de 1908 até 1957 na obra do pintor?

Porque é que as alminhas pensantes que fizeram o bonito planeamento em “grelha” da cidade não pensaram que se calhar não existem grandes pontos de referência para as pessoas se orientarem, e acaba por ser tudo um bocado repetitivo?

Porque é que o Metropolitano tem manípulos para a malta abrir as portas, tal qual comboio suburbano da linha de Sintra?

 

Agora a parte das impressões gerais – Cidade é enorme, com construção planeada, muita gente na rua, e tudo e tudo e tudo. Mas falta-lhe um bocado do “misticismo” de uma Capital, ou de um sítio onde se respire história a cada canto. Ter uma data de lojas  para gente do circo não chega, claramente. a parte antiga da cidade limita-se a ser antiga porque as ruas são estreitíssimas. Os prédios em si são de arquitectura mais ou menos recente…

Outra coisa, mas relacionada com os catalães, que falam esta mistura de castelhano com francês – parecem ser um povo cordial e simpático, bastante orgulhoso do seu país catalão. Mesmo na TV Catalã não se vêem referências a “Espanha”. E é engraçado como algumas palavras e expressões são tão iguais às nossas. A reter – Bom dia, Oito, e Adéu (mas há mais…). O engraçado nisto tudo, é que o Portunhol bem falado é mais bem compreendido🙂

 

Agora, é ver o que reserva o resto da estadia…

O que é feito de ti, Música Ligieira Portuguesa?

3 / 10 / 2010

Um estudo de caso de estudo

1 / 10 / 2010

Suponhamos um indivíduo, doravante chamado de “A” que por volta dos seus 15~16 anos sofria de um mal chamado “verrugas” nos dedos e mãos. A coisa era por demais chata, e várias tentativas foram feitas para eliminar as ditas anormalidades manuais e digitais. Foram tentados remédios mais ou menos caseiros e sofisticados, mas as danadas das verrugas teimavam em não desaparecer.

Certo ano, por volta dos 18 anos do A, ele foi de viagem de finalistas para Lloret de Mar, em plena Costa Brava catalã. Uma semana depois, A chega a casa e constata que todas as suas verrugas haviam desaparecido como por artes mágicas. “Porreiro, pá”, pensou A para com os seus botões, “Deve ter sido da água, ou da comida intragável”.

A continua a viver feliz e contente, sem verrugas nas mãos, até que por volta dos 26 anos aparece uma pequenita borbulha na palma de uma das mãos. Essa borbulhita vai crescendo e transforma-se na miniatura perfeita de uma das anormalidades que assolaram a adolescência de A. Como era só uma, não deu grande motivo para preocupações. “Easy come, easy goes”, pensava A. Pois acontece que pelos 27 anos do A, proporciona-se uma semana de viagem pelo Estrangeiro, bem longe de Portugal. Na semana seguinte a chegar à pátria, A repara que a sua verruga pura e simplesmente desapareceu, tal como havia acontecido uns anos antes. Mais uma vez, o pensamento foi: “Terá sido da água? Da comida tão pouco portuguesa?”

Certo certo é que isto daria um bom caso de estudo…

Goucha, o Dominado

19 / 9 / 2010

Mais um bonito momento do Manel Luís, para mais tarde recordar, com carinho🙂


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