Archive for Junho, 2009

Simplesmente… Electro-Pop!

24 / 6 / 2009

Os primeiros 5 acordes fazem lembrar ABBA, mas depois… a coisa fica ainda melhor!

Desconhecia tal pérola, e passarei a reverenciar ainda mais este magnífico trio!

(A eles e ao fulano que teve a ideia deste videoclip, onde o senhor toca uma viola baixo, e ouve-se claramente um baixo eléctrico e o outro senhor toca uma guitarrada mas sai de lá um belo som de sintetizador… temos Jean-Michel Jarre!)

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Navigon 1210 – Uma avaliação (Review)

19 / 6 / 2009

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Pois foi, depois de muito tempo e muitas viagens (a maior parte delas bem sucedidas) para sítios nem sempre conhecidos usando como instrumentos de navegação um mapa (do ACP, passe a publicidade) e algum sentido de orientação, rendi-me às tecnologias do mundo moderno e comprei finalmente um aparelho de navegação por GPS. Confesso que sempre senti alguma repulsa por estes aparelhómetros, que a maior parte das pessoas teima em usar como se fossem um segundo espelho retrovisor, porque acima de tudo priveligio o sentido crítico e de orientação. Claro que existem vantagens, tais como a fácil procura de pontos de interesse tais como farmácias e postos de abastecimento de combustível, ou dar mais facilmente com aquela rua com um nome muito esquisito e que ninguém conhece numa cidade completamente estranha.

Foi por aí que decidi investir 100 euricos num Navigon 1210. Para quem não conhece, a Navigon é uma empresa com alguma estampa internacional, fazendo frente às mais conhecidas TomTom e Garmin, tendo uma panóplia de equipamentos para todas as gamas. Ora este 1210 é o modelo de entrada, em tudo semelhante ao 1200, com a excepção de trazer os mapas da Europa Ocidental, enquanto que o 1200 trás apenas os da nossa península. Devo dizer que este preço foi dá ideia de ter sido uma campanha promocional de uma cadeia alemã instalada no nosso país, cujas iniciais do nome são M.M., para escoar um stock antes que aparecesse o sucessor (1300/1310) no mercado. Pois como eu é que não sou parvo, e se a garmin e a TomTom cobram quase o dobro do preço por um produto “equivalente”, e que ainda por cima não dá para correr softwares alternativos (depois de finda a garantia, claro está), aproveitei uma das últimas unidades disponíveis. Ainda por cima, como se aproxima uma viagem de quase 5000km por estrada, com visitas a sítios totalmente desconhecidos, houve que tentar arranjar uma ferramenta que pelo menos nos diga onde há gasolina e onde são os hotéis, e a melhor maneira de andar de cidade em cidade, e com o bónus de poder aferir o erro de velocímetro do mini…

Arrumada a questão do preço e do móbil da compra, avance-se para a avaliação ao aparelho propriamente dita . Confesso que fiquei um bocadito a olhar para o suporte que agarra o bicharoco ao vidro do carro com uma cara de “mas não era mais fácil estes indivíduos terem usado um braço flexível em vez desta coisa com dois eixos e parafusos?”. Assim que montei o braço e me apercebi da sua solidez e facilidade de regulação, indepententemente de ter dois “eixos” a cara intrigada desapareceu e deu lugar a uma opinião firme de que este suporte é de facto bom, não só pela solidez aparente mas também pelas dimensões compactas. O encaixe do aparelho no suporte também não dá grande luta, embora por vezes seja necessário um jeitinho no pulso para o desencaixar, mas sem stresses.

Ligado o GPS pela primeira vez, houve que confirmar duas ou três opções, e aí está ele à procura de sinal! Acção esta que não demorou mais de um par de minutos, estando o bicho pronto para navegar. A escolha de um destino é bastante simples, requerendo apenas dois toques no ecrã, sendo que o segundo é para escolher o “tipo” de sítio para onde se quer ir: ponto de interesse ou morada. A escolha de pontos de interesse é bastante simlpes e bem categorizada. A introdução de moradas é também muito simples, havendo a possibilidade de se escolher uma das últimas moradas. Começa-se pela escolha do país, e passa-se à escolha da morada propriamente dita (ou em alternativa, pode-se pesquisar um código postal). Para tal, usa-se um teclado “inteligente”, em que apenas as letras para as quais existe uma palavra aparecem activas no ecrã, facilitando e muito a introdução de nomes de localidades ou ruas. Quando a lista de resultados se torna em algo minimamente aceitável, é mostrada uma lista de alternativas no ecrã, e com mais dois toques a navegação é calculada e volta-se novamente ao ecrã de navegação.

Esse ecrã é bastante completo,  como se pode ver na foto acima. Nessa, existe ainda uma informação que acho extremamente útil, e que nunca tinha visto em mais nenhum dos poucos sistemas GPS que usei: a indicação das vias de Auto-Estrada por onde se deve seguir sempre que existe alguma intersecção ou bifurcação. Existe ainda outro ecrã onde mostra a tipologia da saída de AE e nos indica como proceder. É mostrado (e visível na imagem de cima) o limite de velocidade da via actual, sempre que conhecido, e emitido um alarme configurável sempre que se passa esse limite por um determinado valor. Útil, portanto. As cores alternam automaticamente entre tons nocturnos e diurnos (embora a princípio isto não acontecesse, mas nada que uma actualização de software não resolvesse) e é dada a informação da distância até à próxima intersecção e ao destino, bem como uma estimativa do tempo de viagem. Também é visível a velocidade instantânea, e altitude e a direcção em que se segue. Informações completas e úteis, portanto.

A alteração dos parâmetros da navegação (tipo de percursos, veículos, estradas permitidas)  é também fácil, estando a dois toques de distância do ecrã principal. A princípio as alterações nos tipos de estrada permitidos não pareciam estar a funcionar como deve ser, sendo indicados alguns percursos “estranhos”. Mais uma vez, a actualização de software parece ter resolvido este problemita. É também possível ver os Pontos de Interesse ao longo do percurso, e até existe uma opção de “SOS” em que nos são apresentados os Pontos de interesse mais “importantes” e próximos do ponto actual, tais como farmácias, hospitais e postos de combustível.

Passando às actualizações. Este aparelho não trás consigo qualquer tipo de suporte de software para o computador, mas o processo é bastante simples. Basta ir ao sítio do fabricante e descarregar o software, que é de instalação rápida e utilização intuitiva. São feitas cópias de segurança antes de ser efectuado qualquer tipo de alteração  ao conteúdo do aparelho, e as actualizações, pelo menos do software correram bem e resolveram os dois probleminhas que descrevi anteriormente. Para testar ficaram as actualizações dos mapas, mas suponho que sejam igualmente intuitivas.

Em conclusão, acho que este Navigon tenha sido uma óptima compra, tanto pelo preço reduzido, mas acima de tudo por esse preço nos proporcionar um produto completo e fácil de usar.

As coisas menos boas: Podiam ter incluído no pacote uma capa protectora ao jeito daquelas “peugas” que se usam para os telemóveis, mas mais uma vez, por este preço… Os pequenos bugs que trazia antes de ser actualizada a versão de software.

Eleições Europeias

3 / 6 / 2009

Para quem ainda não deu por ela, daqui a dias vamos ser chamados a votar. Há eleições, portanto. Mas não são umas eleições quaisquer, são eleições Europeias, ainda que a pseudo-campanha eleitoral apenas fale de “crise”, “bpn”, e coisas que pouco ou nada têm a ver com os cargos a que se candidatam aqueles senhores e senhoras que vamos vendo nos outdoors que embelezam as rotundas das nossas cidades.

Eleições Europeias são (ou se não são deveriam ser) muito mais do que enviar uns quantos portugas para Bruxelas, ganhar um belo ordenado para fazer duas viagens por semana. É escolher as pessoas que vão defender os nossos interesses perante a Europa, e que procurarão ajudar no que puderem para que a Europa caminhe na direcção da igualdade e do progresso. É a minha falsa ingenuidade a falar, reconheço, mas acho que pensar assim acaba por ser a melhor forma de me sobrepor a esta campanha pouco ou nada europeia, para umas eleições que apenas vão servir para dar cartões ao governo e à oposição. Por sermos europeus, por sermos Portugueses, mas acima de tudo, por vivermos numa democracia, há que votar. Mais não seja para depositar o boletim em branco, como sinal do descontentamento.

Um destes dias escrevo alguma coisa sobre o bicho papão da abstenção…