Archive for Setembro, 2009

Aqui come-se bem (Tamarite)

29 / 9 / 2009

Nova rubrica aqui no sítio: Sítios onde se come decentemente, e que merecem destaque.
A estreia vai para a Cervejaria Tamarite, em Torres Vedras. O espaço é bastante agradável e acolhedor, e a simpatia do pessoal faz deste restaurante um dos sítios mais recomendáveis para uma refeição em Torres Vedras. Não se pode O bife à casa vem acompanhado de um magnífico molho, que ainda cai melhor quando nele se molham as batatas fritas caseiras. Nota bastante positiva também para a magnífica broa, e para a manteiga de alho feita no estabelecimento. Preços acessíveis, e mais uma vez, especial atenção à simpatia do proprietário e dos empregados. Já se tornou visita habitual.

Para os interessados, fica a localização: Rua tenente Valadim, depois do teatro-cine, à esquerda.

Já agora, um vídeo que mostra um pouco do sítio, aqui

Ser Português é…

23 / 9 / 2009

Aqui fica uma transcrição de uma notícia relacionada com Avelino Ferreira Torres:

A decisão do Tribunal Constitucional que vai indicar se Avelino Ferreira Torres pode ou não candidatar-se à Câmara Municipal de Marco de canaveses vai ser conhecida hoje. Ferreira Torres já garantiu que, mesmo que não possa ser candidato, o seu movimento irá concorrer às eleições autárquicas.

O ainda candidato apresentou um recurso junto do Tribunal Constitucional apelando contra a decisão do Tribunal de Marco de Canaveses que o considerou «inelegível». Esta decisão devia ter sido conhecida ontem mas foi adiada para hoje.

Numa entrevista dada ao Jornal de Notícias, Avelino Ferreira Torres garantiu no entanto que, mesmo que não possa ser candidato, o seu movimento irá concorrer às eleições, com o seu número dois, Lindorfo Costa, como cabeça de lista.

Ainda na mesma entrevista, Ferreira Torres garantiu que posteriormente seria nomeado «assessor com plenos poderes para pôr a Câmara a funcionar».

É disto que eu gosto no Ferreira Torres: é chico-esperto, como bom português que é, e ainda por cima explica timtim por timtim como tenciona fazer a chico-espertice! Não precisa de fugir para o Brasil, assume logo a aldrabice. Tudo pelo bem do povo do Marco de Canaveses, claro está! Isto sim, é a política ao serviço da sociedade.

Isaltinos, Majores e Felgueiras deste país, aprendei!!

Paulo Portas

16 / 9 / 2009

Estava para começar o esmiuçador de sufrágios, e dizia eu para um amigo: “Tu hás de reparar, este Paulo Portas deve ser uma pessoa tremendamente triste e só… (e já não estou a falar da auto-repressão)” O gajo chegou ao ponto de passar as férias sozinho num hotel em Vilamoura e tudo. Se não for a mãe, quem é que lhe há de valer?

A entrevista confirmou-o…

Fundar um novo partido?

11 / 9 / 2009

Confesso que muitas vezes já me tinha visto altamente dividido entre ideologias políticas, mas acho que ao fazer o “teste” do bússola eleitoral cheguei mesmo à conclusão de que se calhar existe espaço para um partido “dos meus”. Alguém alinha?

bussola_joao

Ainda o International Mini Meeting…

8 / 9 / 2009

Na Madeira não há cá nada de “asfixia democrática”

7 / 9 / 2009

… Foi o que a dona Manuela disse.

Certamente uma das provas dessa liberdade democrática será o funcionamento do circuito interno de TV do Parlamento Regional….

IMM2009 – dias 12 e 13

3 / 9 / 2009

Irun – Salamanca – Casa

Conforme prometido no dia anterior, ainda antes do pequeno almoço fui tratar de trocar uma polie para a ventoinha rodar mais depressa. É um trabalho chato, porque envolve meter as mãos em sítios bem apertados, mas correu relativamente bem. Ao olhar para as montanhas que teríamos de subir para chegar ao planalto de Burgos, levantou-se uma onda de optimismo: afinal o calor deveria ser só uma presença quando lá chegássemos a cima, já que não se conseguia ver o topo, tanto era o nevoeiro que as envolvia. Pequeno almoço tomado, à maneira do Íbis, que é com quem diz: café com leite e sumo de laranja, croissants e uma sandocha, e rodas para que vos quero! Logo nos primeiros km deu para notar as diferenças que a ventoinha “rápida” tinha: o mini tinha uma temperatura muito mais estabilizada, e a temível subida de cerca de 20km fez-se sem queixas de maior. Primeira paragem já lá em cima para trocar umas impressões, e mais uns km se fizeram, na paisagem tão característica do planalto. O calor efectivamente começava a apertar, e numa outra paragem assistimos a várias cenas dignas de registo: primeiro, dois “indivíduos” bem portugueses, com sotaque do casal ventoso que deveriam andar por ali a distribuir “encomendas” a bordo de um Renault Mégane já bem antigo vieram abordar-nos para perguntar o caminho para Valladolid. Depois, um emigrante português a bordo do seu carro de matrícula francesa a perguntar o mesmo, e finalmente um fulano que atestou o seu peugeot e se esqueceu estrategicamente de pagar o combustível… Mais adiante, havia efectivamente uma nova configuração nos cruzamentos, e o Navigon lá se atrapalhou todo. Levou-nos a sair da AE para dentro de uma localidade, que seria o antigo itinerário para Portugal, onde fomos encontrar bastante desorientado o emigrante a quem havíamos dado indicações ainda não havia 10 minutos. Paragem para almoço numa área de serviço, já com o calor a fazer-nos ir de vidros bem abertos e de olho bem atento à temperatura do mini, que teimava em manter-se em valores bem aceitáveis. Viagem tranquila portanto até Salamanca, onde chegámos pouco antes das 5 da tarde, que parecia deserta. Qualquer cidade Portuguesa a esta hora numa sexta-feira seria um caos, mesmo no pino de Agosto! O hotel, para nossa alegria, ficava perto do centro, e permitiu-nos fazer turismo à vontade, incluindo uma visita ao museu da indústria automóvel. Este museu é basicamente a colecção privada de um qualquer benemérito, que a deixou em testamento para usufruto público. Bastantes e interessantes máquinas se viram por lá, ao ponto de um Alfa Romeo 159 – um dos automóveis actuais com mais presença e distinção – passar completamente despercebido e ofuscado pelas obras-primas que por lá se puderam ver. Bem perto ficava a zona mais histórica, com duas enormes catedrais lado a lado, onde curiosamente decorriam dois casamentos. Como bons portugueses que somos, ninguém resistiu a dar uma de mirone e ficar ali à espera para ver a saída de tão distintos casórios. Posto isto, uma saltadinha à praça central lá do sítio, e jantar numa rua lá perto, num restaurante onde o cozinheiro era português e nos convenceu a provar a bela costoleta de vitela. Um bom bife depois daqueles dias todos foi a cereja no topo do bolo! Mais algum passeio para ajudar a digerir tamanha barrigada, e a esta hora a quantidade de gente na rua era assombrosa. O calor do dia convida a ficar em casa, e o calor da noite convida claramente a sair. Fez-se entretanto hora de rumar ao hotel para que no dia seguinte estivéssemos a postos para os 500 km que faltavam para chegarmos a casa. Especial apreço para a limpeza da cidade: para uma cidade espanhola, no meio do “deserto”, onde todas as casas têm aquela cor de pó, fiquei bastante surpreendido e agradado por não se verem grafitis ou sujidade nas ruas. Parece mesmo o centro histórico de Lisboa ou Porto…

Pela última vez, repetiu-se o ritual do pequeno almoço Íbis, e depois de algumas despedidas, já que o grupo começaria a ficar ainda mais pequeno logo ali, fizémo-nos ao caminho. Pela temperatura matinal, o calor nesse dia ameaçava ainda ser maior do que no dia anterior, e assim que passámos a fronteira e parámos para as despedidas dos restantes, confirmou-se. E pouco passavam das 11 da manhã… Ao que consta, na zona de Castelo Branco só estavam 40 graus! A viagem até casa decorreu lindamente, e pouco depois das 2 da tarde, estávamos já com metade da temperatura, na costa Oeste, envolta em nevoeiro. Uma viagem que muito dificilmente poderia ter corrido melhor, e que vai deixar saudades. Uma experiência de vida!

IMM 2009 – dia 11

3 / 9 / 2009

Rochefort – Irun

Depois de mais um pequeno almoço rotineiro, a saída do hotel deu-se já tardiamente, devido a alguns atrasos de pessoal que tinha de colocar as horas de sono em dia. Também não se perdeu a oportunidade de pedir alguns conselhos turísticos na recepção. Mapa apontado para uma localidade perto da costa, recomendada por supostamente se conseguir ver o “famoso” Fort Boyard – aquela fortaleza no meio da água. Fouras era o destino. Demos de caras com uma pequena vila vincadamente balnear, bem ao estilo de Vila Nova de Milfontes, Santa Cruz ou Ericeira. Existia de facto um forte que dava uma agradável vista sobre a baía, mas demasiado longe do esperado Fort Boyard. Paciência. O calor também apertava, ainda que os carrinhos não se queixassem (mais se queixavam os condutores e penduras). Pelo andar das horas rapidamente chegou a hora de nos fazermos ao caminho, que nesse dia a dormida já seria em Espanha. Segundo indicações do hotel, poderíamos poupar bastantes km e as movimentadas estradas ao redor de Bordéus se apanhássemos o ferry em Royan, e assim fizemos. Afinal, para quem já tinha andado duas vezes no espaço de uma semana, não poderia faltar uma terceira travessia de barco. Para quem conhece, esta travessia é semelhante à de Setúbal-Tróia, mas com a diferença de o percurso ser ligeiramente maior, de os ferrys serem também maiores, e de o preço ser muito maior: 28 euros por um mini e dois ocupantes. Algo caro, portanto, mas compensador. Sempre se passou ali uma meia-horita descansada a apanhar banhos de sol no convés. Assim que chegámos ao destino, em Verdon-sur-Mer, constatámos logo que aquilo era mesmo parecido com Tróia: Dunas, pinheiros, mas ainda sem mamarrachos, e com muito campismo e praias de gente nua. Paragem num supermercado para comprar franguinho assado (que isto de andar 3 dias a saladas frias seria fastidioso), e começou a saga de encontrar um sítio onde abancar a comer o cheiroso petisco. Se o sítio era bastante turístico, e como estávamos em França, seria normal encontrar sítio para fazer piquenique nas imediações, correcto? Não! A paisagem depressa se começou a parecer com a costa alentejana ali mesmo abaixo de Tróia, e cada vez mais deserta. Apenas alguns pinhais em solo muito arenoso, e nada de sítio para parar. Quando a fome estava já a fazer-nos parar ali mesmo ao sol, e a comer nem que fosse dentro dos carros com aquele calor todo, eis que na saída de uma localidadezita que se pode considerar o “Lagoa de Santo André” lá do sítio, eis que se nos depara um parque de merendas enorme, com algumas sombras. Ideal para degustarmos o frango, que não me canso de dizer, nada devia aos melhores frangos assados cá de Portugal. Ou então era mesmo fome! A viagem durante a tarde foi-se fazendo debaixo de algum calor (para não dizer MUITO), e o nosso atalho revelou-se bastante proveitoso, já que só entrámos na Auto-Estrada já depois de Bordéus, mas infelizmente com um acidente que fez com que o trânsito parasse. Se era para estar parado, mais valia que fosse numa área de serviço, e assim fizemos, para deixar os minis respirar e descansar um pouco. Foi nesta área de serviço que nos apareceu um típico “emigra” português, que nos queria fazer acreditar à força que tinha umas ervas lá no quintal, e que por acaso até deveriam crescer por ali naquela área de serviço (ao mesmo tempo que as procurava nos canteiros) e que seriam óptimas para curar as verrugas. Ainda nos assegurou que o acidente era a 20 km dali, e que dentro de meia hora poderíamos partir, já que o acidente estaria resolvido. Esperámos quinze minutos e arrancámos. O senhor nisso parecia ter razão, já que apenas apanhámos trânsito lento durante 10 minutos, voltando a fluir em ritmo normal daí a nada. Esta paragem forçada fez-nos chegar à conclusão de que nesse dia também chegaríamos tarde ao hotel, mas só esperávamos que não fosse tanto. Seriam talvez umas 10 da noite quando atravessámos a fronteira em Irun, e não mais de quinze minutos depois estávamos a entrar no parque do hotel. Ao ver a previsão do tempo para o dia seguinte, ainda no hall do hotel, cheguei à conclusão de que seria melhor no dia seguinte levantar cedo e proceder à troca de uma peça no mini para que suportasse melhor os 38 graus que nos prometiam para Salamanca e Valladolid, bem como a exigente subida entre Irun e Vitória. Mais um dia em que não falo do jantar, porque em boa verdade, nestes dias o jantar “foi sendo” umas coisitas que se iam comprando nas áreas de serviço ou que se tinha por lá pelo carro, já que as horas tardias do almoço implicaram sempre longas tiradas para chegar aos hotéis. No dia seguinte como não haveriam pontos turísticos que nos fizessem demorar, esperávamos chegar a horas mais interessantes a Salamanca, para que aí pudéssemos fazer um bocadinho de turismo. E até seria sexta-feira e tudo…

IMM2009 – dia 10

2 / 9 / 2009

Lorient – Rochefort Como tinha dito, o dia começou com um pequeno almoço já habitual, uma rápida consulta às notícias na net, e afinação da correia, e atesto de óleo. Cerca de meio litrito em 3000 e tal km não foi muito mau. Depois de uma consulta na recepção do hotel sobre quais os destinos turísticos que o dia recomendava, lá fomos todos a caminho de sul, para mais um dia de turismo. A primeira paragem foi logo no supermercado para abastecer de almoço, para tentar evitar o almoço tardio do dia anterior. Já que estávamos próximo da praia, decidimos que efectivamente nesse dia, “nous mangeons à lá plage”. Vai de inserir a direcção de “Locmariaquer” no amigo Navigon, e uma horita depois lá estávamos nós dispostos a comer ali naquele belo pinhal com vista para a praia, não sem antes tentar apanhar uns raiozitos de sol na areia, e investigar as vida marinha para além das rochas. Almoço feito, novamente na estrada, pois nesse dia também ainda haveriam uns quantos km para fazer, tentando aproveitar as recomendações da recepcionista do hotel. Mapa marcado para a ponta de “Saint-Gildas”, e neste percurso houve a maior preocupação: como o dia estava bastante quente, os minis queixaram-se assim que apanharam trânsito lento, para passar uma ponte em Saint-Nazaire, terra conhecida pelos seus estaleiros navais. Pouco depois, lá chegámos à dita ponta, onde nos deparámos com uma infra-estrutura militar alemã, dos tempos da “muralha do atlântico” que ia dos Pirinéus à Escandinávia, e visava impedir a entrada das forças aliadas durante a 2ª Guerra Mundial. O sítio é bastante convidativo a uma visita, apesar do vento que parece ser uma constante, pela vegetação que mal cresce. Oportunidade para visitar os antigos postos de defesa que alojavam as defesas alemãs, e ainda onde se conseguiam ver alguns “textos”, com grafia tão própria do 3º Reich. O tempo não perdoava, e o sol ameaçava pôr-se quando nos apercebemos de que ainda tínhamos para cima de 200 km outra vez pela frente até ao hotel. Seria mais um dia de chegada tardia, certamente. Na restante viagem, nota especial para a dificuldade que tivemos em encontrar um abastecimento de combustível aberto. Pura e simplesmente naquela parte de França, parecem não existir. A situação começou a ser preocupante, especialmente depois de num posto da TOTAL, que disponibilizava apenas abastecimento por cartão de crédito/débito, constatarmos que nenhum dos nossos cartões era aceite: Nem Visa Electron de nenhum banco, nem AMEX, nem VISA Gold, nem Mastercard… nada! Felizmente existia um posto do “Leclerc” bem próximo, onde os cartões funcionaram. Daqui veio uma nota mental: Pedir um cartão de crédito de outra entidade bancária que não a CGD, pois os cartões deles nestas situações parecem ter propensão a deixar-nos enrascados. A restante viagem fez-se tranquilamente, com uma paragem para esticar as pernas e continuar a sessão de anedotas por walkie-talkie que vinha animando (e despertando) a comitiva. O hotel parecia acolhedor, e a noite foi dormida muito descansadamente.