IMM 2009 – dia 11

Rochefort – Irun

Depois de mais um pequeno almoço rotineiro, a saída do hotel deu-se já tardiamente, devido a alguns atrasos de pessoal que tinha de colocar as horas de sono em dia. Também não se perdeu a oportunidade de pedir alguns conselhos turísticos na recepção. Mapa apontado para uma localidade perto da costa, recomendada por supostamente se conseguir ver o “famoso” Fort Boyard – aquela fortaleza no meio da água. Fouras era o destino. Demos de caras com uma pequena vila vincadamente balnear, bem ao estilo de Vila Nova de Milfontes, Santa Cruz ou Ericeira. Existia de facto um forte que dava uma agradável vista sobre a baía, mas demasiado longe do esperado Fort Boyard. Paciência. O calor também apertava, ainda que os carrinhos não se queixassem (mais se queixavam os condutores e penduras). Pelo andar das horas rapidamente chegou a hora de nos fazermos ao caminho, que nesse dia a dormida já seria em Espanha. Segundo indicações do hotel, poderíamos poupar bastantes km e as movimentadas estradas ao redor de Bordéus se apanhássemos o ferry em Royan, e assim fizemos. Afinal, para quem já tinha andado duas vezes no espaço de uma semana, não poderia faltar uma terceira travessia de barco. Para quem conhece, esta travessia é semelhante à de Setúbal-Tróia, mas com a diferença de o percurso ser ligeiramente maior, de os ferrys serem também maiores, e de o preço ser muito maior: 28 euros por um mini e dois ocupantes. Algo caro, portanto, mas compensador. Sempre se passou ali uma meia-horita descansada a apanhar banhos de sol no convés. Assim que chegámos ao destino, em Verdon-sur-Mer, constatámos logo que aquilo era mesmo parecido com Tróia: Dunas, pinheiros, mas ainda sem mamarrachos, e com muito campismo e praias de gente nua. Paragem num supermercado para comprar franguinho assado (que isto de andar 3 dias a saladas frias seria fastidioso), e começou a saga de encontrar um sítio onde abancar a comer o cheiroso petisco. Se o sítio era bastante turístico, e como estávamos em França, seria normal encontrar sítio para fazer piquenique nas imediações, correcto? Não! A paisagem depressa se começou a parecer com a costa alentejana ali mesmo abaixo de Tróia, e cada vez mais deserta. Apenas alguns pinhais em solo muito arenoso, e nada de sítio para parar. Quando a fome estava já a fazer-nos parar ali mesmo ao sol, e a comer nem que fosse dentro dos carros com aquele calor todo, eis que na saída de uma localidadezita que se pode considerar o “Lagoa de Santo André” lá do sítio, eis que se nos depara um parque de merendas enorme, com algumas sombras. Ideal para degustarmos o frango, que não me canso de dizer, nada devia aos melhores frangos assados cá de Portugal. Ou então era mesmo fome! A viagem durante a tarde foi-se fazendo debaixo de algum calor (para não dizer MUITO), e o nosso atalho revelou-se bastante proveitoso, já que só entrámos na Auto-Estrada já depois de Bordéus, mas infelizmente com um acidente que fez com que o trânsito parasse. Se era para estar parado, mais valia que fosse numa área de serviço, e assim fizemos, para deixar os minis respirar e descansar um pouco. Foi nesta área de serviço que nos apareceu um típico “emigra” português, que nos queria fazer acreditar à força que tinha umas ervas lá no quintal, e que por acaso até deveriam crescer por ali naquela área de serviço (ao mesmo tempo que as procurava nos canteiros) e que seriam óptimas para curar as verrugas. Ainda nos assegurou que o acidente era a 20 km dali, e que dentro de meia hora poderíamos partir, já que o acidente estaria resolvido. Esperámos quinze minutos e arrancámos. O senhor nisso parecia ter razão, já que apenas apanhámos trânsito lento durante 10 minutos, voltando a fluir em ritmo normal daí a nada. Esta paragem forçada fez-nos chegar à conclusão de que nesse dia também chegaríamos tarde ao hotel, mas só esperávamos que não fosse tanto. Seriam talvez umas 10 da noite quando atravessámos a fronteira em Irun, e não mais de quinze minutos depois estávamos a entrar no parque do hotel. Ao ver a previsão do tempo para o dia seguinte, ainda no hall do hotel, cheguei à conclusão de que seria melhor no dia seguinte levantar cedo e proceder à troca de uma peça no mini para que suportasse melhor os 38 graus que nos prometiam para Salamanca e Valladolid, bem como a exigente subida entre Irun e Vitória. Mais um dia em que não falo do jantar, porque em boa verdade, nestes dias o jantar “foi sendo” umas coisitas que se iam comprando nas áreas de serviço ou que se tinha por lá pelo carro, já que as horas tardias do almoço implicaram sempre longas tiradas para chegar aos hotéis. No dia seguinte como não haveriam pontos turísticos que nos fizessem demorar, esperávamos chegar a horas mais interessantes a Salamanca, para que aí pudéssemos fazer um bocadinho de turismo. E até seria sexta-feira e tudo…

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