Archive for Outubro, 2010

É também por estas e por outras que não passamos da cepa torta:

16 / 10 / 2010

A construção da barragem de Foz Tua está definitivamente aprovada, com a conclusão do processo de avaliação ambiental que impõe algumas condições à EDP, mas aprova o empreendimento e a consequente submersão da linha do Tua.

Segundo soube a Lusa junto de várias partes do processo, há já quase dois meses que foi emitido o parecer favorável condicionado ao RECAPE (Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução), sem que ainda tenha sido tornado público.

“A apreciação ao RECAPE da barragem de Foz Tua ocorreu em agosto e o parecer favorável condicionado da APA, Agência Portuguesa do Ambiente, foi emitido no dia 26 (do mesmo mês)”, adiantou à Lusa fonte daquele organismo.

Diário Digital / Lusa

 

Quando temos algumas coisas únicas no mundo, que podemos potenciar para vender como turismo, instala-se o interesse do lobby e do compadrio.

Neste momento não me ocorre muito mais decente a dizer em nome da revolta interior que sinto por insistirmos em continuar a andar para trás, como o caranguejo.

 

Por favor trespassem este Estado…

 

Impressões Gerais sobre Barcelona

8 / 10 / 2010

Com 3 dias de muito calcorrear as ruas de Barcelona, apraz-me questionar o seguinte:

 

Porque é que o museu da história da Cidade só fala do desenvolvimento da cidade até ao Sec XIV?

Porque é que o museu do Picasso tem um “salto” de 1908 até 1957 na obra do pintor?

Porque é que as alminhas pensantes que fizeram o bonito planeamento em “grelha” da cidade não pensaram que se calhar não existem grandes pontos de referência para as pessoas se orientarem, e acaba por ser tudo um bocado repetitivo?

Porque é que o Metropolitano tem manípulos para a malta abrir as portas, tal qual comboio suburbano da linha de Sintra?

 

Agora a parte das impressões gerais – Cidade é enorme, com construção planeada, muita gente na rua, e tudo e tudo e tudo. Mas falta-lhe um bocado do “misticismo” de uma Capital, ou de um sítio onde se respire história a cada canto. Ter uma data de lojas  para gente do circo não chega, claramente. a parte antiga da cidade limita-se a ser antiga porque as ruas são estreitíssimas. Os prédios em si são de arquitectura mais ou menos recente…

Outra coisa, mas relacionada com os catalães, que falam esta mistura de castelhano com francês – parecem ser um povo cordial e simpático, bastante orgulhoso do seu país catalão. Mesmo na TV Catalã não se vêem referências a “Espanha”. E é engraçado como algumas palavras e expressões são tão iguais às nossas. A reter – Bom dia, Oito, e Adéu (mas há mais…). O engraçado nisto tudo, é que o Portunhol bem falado é mais bem compreendido 🙂

 

Agora, é ver o que reserva o resto da estadia…

O que é feito de ti, Música Ligieira Portuguesa?

3 / 10 / 2010

Um estudo de caso de estudo

1 / 10 / 2010

Suponhamos um indivíduo, doravante chamado de “A” que por volta dos seus 15~16 anos sofria de um mal chamado “verrugas” nos dedos e mãos. A coisa era por demais chata, e várias tentativas foram feitas para eliminar as ditas anormalidades manuais e digitais. Foram tentados remédios mais ou menos caseiros e sofisticados, mas as danadas das verrugas teimavam em não desaparecer.

Certo ano, por volta dos 18 anos do A, ele foi de viagem de finalistas para Lloret de Mar, em plena Costa Brava catalã. Uma semana depois, A chega a casa e constata que todas as suas verrugas haviam desaparecido como por artes mágicas. “Porreiro, pá”, pensou A para com os seus botões, “Deve ter sido da água, ou da comida intragável”.

A continua a viver feliz e contente, sem verrugas nas mãos, até que por volta dos 26 anos aparece uma pequenita borbulha na palma de uma das mãos. Essa borbulhita vai crescendo e transforma-se na miniatura perfeita de uma das anormalidades que assolaram a adolescência de A. Como era só uma, não deu grande motivo para preocupações. “Easy come, easy goes”, pensava A. Pois acontece que pelos 27 anos do A, proporciona-se uma semana de viagem pelo Estrangeiro, bem longe de Portugal. Na semana seguinte a chegar à pátria, A repara que a sua verruga pura e simplesmente desapareceu, tal como havia acontecido uns anos antes. Mais uma vez, o pensamento foi: “Terá sido da água? Da comida tão pouco portuguesa?”

Certo certo é que isto daria um bom caso de estudo…