Archive for the ‘Cozinhaduras’ Category

O chefe recomenda

9 / 8 / 2010

Como a crise grassa por todo o lado e o futebol não é excepção, será porventura expectável que por esses campos de futebol fora já não se ofereçam caixas de camarão tigre aos quartos árbitros como antigamente (e que poderiam render um penalti escandaloso ou 7 minutos de desconto, que era o tempo que demorava o auxiliar do apito a fazer umas brasas para grelhar o dito marisco).

Mas, como no aproveitar é que está o ganho,  este blog (com a colaboração deste outro) dá uma boa receita, facilmente elaborável em qualquer cabine de árbitros devidamente equipada. Fica então a sugestão, para aqueles dirigentes que já só têm orçamento para caixitas de camarão 70/80 descascado.

Tamboril à Quarto Árbitro:

Ingredientes:

  • Cubos de tamboril
  • Camarão congelado, previamente descascado
  • Cebola
  • Vinho branco
  • Azeite
  • Sal
  • Salsa e coentros a gosto

Método:

  1. Faça uma cama de cebola no fundo de um tabuleiro de ir ao forno
  2. Disponha os cubos de tamboril junto com os camarões. Seja generoso, tal como foi aquele dirigente que muito humildemente lhe ofereceu a caixita de camarão descascado para que se fizesse vista grossa a dois ou três foras de jogo
  3. Regue tudo com vinho branco e azeite q.b
  4. Polvilhe com sal, salsa e coentros
  5. Leve ao forno bem quente e deixe cozinhar
  6. Serve-se acompanhado por batatinhas a murro e um branco fresquinho adequado ao orçamento

Resultado:

Num dia de Portugal de barriga cheia…

21 / 6 / 2010

E porque a riqueza cultural de um país passa obviamente pela sua gastronomia: houve direito a Meloa do Ribatejo para sobremesa ao almoço, Travesseiros de Sintra (Periquita) ao lanche, e Dom Rodrigo depois do jantar.

Não é um mau balanço para o primeiro dia de verão.

Memórias perdidas – o Pequeno almoço

14 / 3 / 2010

Esta “receita” simples de pequeno almoço vem dos meus tempos de infância, mas perdeu-se no tempo há já não sei quanto tempo. Pois dei comigo quase instintivamente a fazê-lo ontem para uma ceia tardia. Segue a receita:

Pega-se numa “bolinha” (pão) e abre-se a meio. Pão de forma ou outro tipo de pão fatiado não serve. Carcaça, papo-seco e afins podem constituir uma alternativa, mas não garanto a satisfação do gourmand. Torra-se convenientemente na torradeira. Em paralelo, prepara-se uma bela caneca de leite com chocolate. É importante que o leite esteja bem quente (mas não a ferver). Entretanto, e como a torrada deverá estar já bem passada, barra-se com manteiga.

Até aqui, tudo normal.

O truque desta receita está na maneira como se come: a torrada deve ser mergulhada parcialmente no leite, até que as suas propriedades de esponja façam maravilhas. Retira-se então a torrada com cuidado para que não se parta e não pingue metade da mesa e degusta-se com satisfação. Repete-se o processo até não haver mais torrada, e no final é só beber o restante conteúdo da caneca.

No meu caso, há ainda a terceira parte – ficar a pensar onde raio andou o meu cérebro nos últimos 15 anos?

Aqui come-se bem (Tamarite)

29 / 9 / 2009

Nova rubrica aqui no sítio: Sítios onde se come decentemente, e que merecem destaque.
A estreia vai para a Cervejaria Tamarite, em Torres Vedras. O espaço é bastante agradável e acolhedor, e a simpatia do pessoal faz deste restaurante um dos sítios mais recomendáveis para uma refeição em Torres Vedras. Não se pode O bife à casa vem acompanhado de um magnífico molho, que ainda cai melhor quando nele se molham as batatas fritas caseiras. Nota bastante positiva também para a magnífica broa, e para a manteiga de alho feita no estabelecimento. Preços acessíveis, e mais uma vez, especial atenção à simpatia do proprietário e dos empregados. Já se tornou visita habitual.

Para os interessados, fica a localização: Rua tenente Valadim, depois do teatro-cine, à esquerda.

Já agora, um vídeo que mostra um pouco do sítio, aqui

O chefe recomenda: (I)

19 / 5 / 2009

Atum à Brás com cogumelos!

Para quem gosta de bacalhau à Brás, e precisa de uma refeição rápida e saborosa, cá vai:

(receita para duas ou três doses, dependendo da fome)

Tempo de preparação: 15 minutos

Ingredientes:

1 cebola média

1 dente de alho

1 folha de louro

1 fio de azeite

1 piri-piri q.b.

2 latas de atum

1 latinha de cogumelos laminados

1/2 pacote dos pequenos de Batatas fritas “palha”

2 ovos

1 raminho de salsa (se houver)

Ora pois começa-se por se fazer um refogado com o azeite, a cebola, o alho, o louro e o piri-piri. Quando a coisa já estiver a puxar para o alourado, juntam-se os cogumelos previamente escorridos, e deixa-se refogar durante mais um pedaço. Entretanto abrem-se as latas de atum e escorrem-se grosseiramente, e mexem-se os dois ovos numa tigela.

Quando os cogumelos estiverem “no ponto pretendido” (e note-se que isto é vagamente ao critério do cozinheiro de ocasião), junta-se o atum ao preparado e mexe-se até que esteja tudo misturado. Deixa-se o atum refogar também, e juntam-se as batatas “palha”, envolvendo-se tudo. Nesta altura, a mistela deverá estar já bastante seca, pelo que é aconselhável ter especial atenção ao lume. Juntam-se então os ovos mexidos, e mexe-se para que a mistela se torne um belo “à Brás”, cozinhando o ovo.  Polvilha-se com a salsa picada.

Acompanha com salada de alface ou tomate e a ocasional azeitona.