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Um estudo de caso de estudo

1 / 10 / 2010

Suponhamos um indivíduo, doravante chamado de “A” que por volta dos seus 15~16 anos sofria de um mal chamado “verrugas” nos dedos e mãos. A coisa era por demais chata, e várias tentativas foram feitas para eliminar as ditas anormalidades manuais e digitais. Foram tentados remédios mais ou menos caseiros e sofisticados, mas as danadas das verrugas teimavam em não desaparecer.

Certo ano, por volta dos 18 anos do A, ele foi de viagem de finalistas para Lloret de Mar, em plena Costa Brava catalã. Uma semana depois, A chega a casa e constata que todas as suas verrugas haviam desaparecido como por artes mágicas. “Porreiro, pá”, pensou A para com os seus botões, “Deve ter sido da água, ou da comida intragável”.

A continua a viver feliz e contente, sem verrugas nas mãos, até que por volta dos 26 anos aparece uma pequenita borbulha na palma de uma das mãos. Essa borbulhita vai crescendo e transforma-se na miniatura perfeita de uma das anormalidades que assolaram a adolescência de A. Como era só uma, não deu grande motivo para preocupações. “Easy come, easy goes”, pensava A. Pois acontece que pelos 27 anos do A, proporciona-se uma semana de viagem pelo Estrangeiro, bem longe de Portugal. Na semana seguinte a chegar à pátria, A repara que a sua verruga pura e simplesmente desapareceu, tal como havia acontecido uns anos antes. Mais uma vez, o pensamento foi: “Terá sido da água? Da comida tão pouco portuguesa?”

Certo certo é que isto daria um bom caso de estudo…

O chefe recomenda

9 / 8 / 2010

Como a crise grassa por todo o lado e o futebol não é excepção, será porventura expectável que por esses campos de futebol fora já não se ofereçam caixas de camarão tigre aos quartos árbitros como antigamente (e que poderiam render um penalti escandaloso ou 7 minutos de desconto, que era o tempo que demorava o auxiliar do apito a fazer umas brasas para grelhar o dito marisco).

Mas, como no aproveitar é que está o ganho,  este blog (com a colaboração deste outro) dá uma boa receita, facilmente elaborável em qualquer cabine de árbitros devidamente equipada. Fica então a sugestão, para aqueles dirigentes que já só têm orçamento para caixitas de camarão 70/80 descascado.

Tamboril à Quarto Árbitro:

Ingredientes:

  • Cubos de tamboril
  • Camarão congelado, previamente descascado
  • Cebola
  • Vinho branco
  • Azeite
  • Sal
  • Salsa e coentros a gosto

Método:

  1. Faça uma cama de cebola no fundo de um tabuleiro de ir ao forno
  2. Disponha os cubos de tamboril junto com os camarões. Seja generoso, tal como foi aquele dirigente que muito humildemente lhe ofereceu a caixita de camarão descascado para que se fizesse vista grossa a dois ou três foras de jogo
  3. Regue tudo com vinho branco e azeite q.b
  4. Polvilhe com sal, salsa e coentros
  5. Leve ao forno bem quente e deixe cozinhar
  6. Serve-se acompanhado por batatinhas a murro e um branco fresquinho adequado ao orçamento

Resultado:

Hoje cheira a…

27 / 5 / 2009

Raios! Há já uns dias que não cheira a nada vindo das vizinhanças. O último odor de que me lembro é o de uns camarões cozidos…

Ó vizinha, faxabor de tratar de preparar aí umas iguarias! (peixe frito não vale)

O chefe recomenda: (I)

19 / 5 / 2009

Atum à Brás com cogumelos!

Para quem gosta de bacalhau à Brás, e precisa de uma refeição rápida e saborosa, cá vai:

(receita para duas ou três doses, dependendo da fome)

Tempo de preparação: 15 minutos

Ingredientes:

1 cebola média

1 dente de alho

1 folha de louro

1 fio de azeite

1 piri-piri q.b.

2 latas de atum

1 latinha de cogumelos laminados

1/2 pacote dos pequenos de Batatas fritas “palha”

2 ovos

1 raminho de salsa (se houver)

Ora pois começa-se por se fazer um refogado com o azeite, a cebola, o alho, o louro e o piri-piri. Quando a coisa já estiver a puxar para o alourado, juntam-se os cogumelos previamente escorridos, e deixa-se refogar durante mais um pedaço. Entretanto abrem-se as latas de atum e escorrem-se grosseiramente, e mexem-se os dois ovos numa tigela.

Quando os cogumelos estiverem “no ponto pretendido” (e note-se que isto é vagamente ao critério do cozinheiro de ocasião), junta-se o atum ao preparado e mexe-se até que esteja tudo misturado. Deixa-se o atum refogar também, e juntam-se as batatas “palha”, envolvendo-se tudo. Nesta altura, a mistela deverá estar já bastante seca, pelo que é aconselhável ter especial atenção ao lume. Juntam-se então os ovos mexidos, e mexe-se para que a mistela se torne um belo “à Brás”, cozinhando o ovo.  Polvilha-se com a salsa picada.

Acompanha com salada de alface ou tomate e a ocasional azeitona.