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Machismo, ou a evidência dos factos

1 / 11 / 2010

Longe de mim ser políticamente correcto. Longe de mim ser feminista – o que não faz de mim um machista convicto, mas há certas coisas que me deixam a pensar, e hoje encontrei uma pérola que me esclareceu um pouco sobre uma daquelas dúvidas existenciais que me vinham acompanhando há bastante tempo.

Aqui há uns tempos, era grande apanágio de algumas seguradoras dizerem que as mulheres não têm tantos acidentes de automóvel, e mais não sei quê, e que são mais cuidadosas ao volante, blablabla, bablabla. Vai daí, toca de lançarem promoções especiais para as senhoras, oferecendo tarifas mais vantajosas para elas. Ora, andando eu na estrada todos os dias, há já alguns anos, consigo reconhecer que nas estradas deste Portugal existe muita nabice ao volante, independentemente do “entrepernas” do condutor. Aliás, se os homens por norma conduzem mais depressa, e se por norma as manobras perigosas que fazem são associadas a esta maior velocidade maior, no que toca às “pequenas coisas”, como não prestar atenção às prioridades, toques em estacionamento e afins, dá-me a sensação de serem as senhoras que mais se destacam. E algumas condutoras com quem falo parecem admitir isto. Mas voltando ao mundo dos seguros: Se verificarmos, a maioria dos automóveis de família deste país está segurada no nome de “homens” – nisto ainda existe um bocado o chefe de família. Ou é o marido, ou o pai que normalmente é o tomador do seguro. O que é que acontece? Quando existe um agravamento de seguro, este é associado ao “homem” que consta na apólice, fundamentando-se deste modo a tal ideia de que as senhoras tem menos sinistros (para as seguradoras, claro está).

 

Pois acontece que ao clicar numa qualquer publicidade fui convidado a fazer uma simulação na “OK Teleseguro”. Como até acho que a Marta é uma moça a puxar ao jeitoso e tudo (e porque estarei na iminência de fazer um novo seguro), fiz uma simulação. E eis que a seguradora que tinha condições especiais para as Mulheres… continua a ter condições especiais para as condutoras. Ora vede:

 

 

Há coisas fantásticas, não há?

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